
Djalma, meu amor
Passando aqui pra te contar as novidades, porque, né, mesmo do outro lado, sei que tu continua curioso sobre tudo, principalmente sobre as boas novas do Natal e fim de ano.
O Natal foi daqueles bons, viu? Família reunida mais uma vez, mesa cheia, risadas espalhadas pela casa e, claro, tu presente em cada conversa, em cada lembrança, em cada “Djalma faria isso” ou “Djalma ia rir disso aqui”. A falta que você faz é daquelas que não diminui, só muda de lugar.
O Ano Novo já começou daquele jeito, quente. Literalmente e figurativamente. Como sempre, vem carregado de expectativas, promessas e aquela sensação de que agora vai. E olha que pulamos as sete ondas direitinho, então se não funcionar, a culpa não é nossa.
Eu e a Lívia passamos o Réveillon juntinhas, firmes e fortes, e uma das promessas feitas foi cuidar melhor da saúde física e mental. E não é conversa fiada, não. Já comecei bem. A Rafaela, tua cunhada, está de férias na capital e já chegou dando aquele empurrão básico pra gente começar a movimentar o corpo, porque sozinha a gente promete, mas com um bom estímulo funciona melhor.
Ah, e não podia deixar de te contar. O Markus Handerson, marido dela, continua fiel àquela gelatinosa que tu adorava. Parece até devoção. A sogra segue firme naquela expectativa de preparar o camarão no alho e óleo pra acompanhar a degustação do genro. Algumas tradições resistem a tudo, até à tua ausência.
Agora, falando sério… ou quase. O ano mal começou e já veio bomba. Ou melhor, os ataques. os Estados Unidos resolveram tomar conta da Venezuela em nome da tal democracia, aquela velha história que a gente já conhece bem. Resultado, Nicolás Maduro e a esposa capturados e exibidos como troféu de final de campeonato. A ONU, com aquela diplomacia elegante, disse que isso pode ser um precedente perigoso. Traduzindo, ninguém sabe onde isso vai parar.
Vamos aguardar os próximos capítulos dessa novela internacional, porque Trump anda sem paciência e com muita sede de poder.
Encerro essas linhas dizendo o óbvio. A saudade continua enorme por aqui. Mas seguimos, rindo quando dá, ironizando quando precisa e lembrando sempre de ti, porque quem é lembrado, de algum jeito, nunca vai embora de vez.
Com carinho,
de quem ainda conversa contigo como se fosse a coisa mais natural do mundo.

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