Operação Tântalo II: o dinheiro público some, mas a mitologia segue viva

Meu querido Didi ,

Se tu ainda estivesses por aqui, eu sei bem como reagirias às manchetes de hoje: aquela risada curta, meio irônica, e o comentário certeiro de sempre dizendo que só mudou o nome da operação.

Pois o GAECO resolveu começar a semana deflagrando a Operação Tântalo II. Vieram 51 mandados de busca, 21 de prisão e uma movimentação digna de capítulo novo de série que o público já conhece de cor. A ordem partiu do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, dando sequência à primeira fase lançada lá em fevereiro.

O enredo é aquele que tu saberias narrar de olhos fechados: organização criminosa, fraude em licitação, corrupção pra todo lado, peculato e lavagem de dinheiro. Tudo ambientado na gestão do prefeito Paulo Curió, em Turilândia. E, pra não fugir da tradição, com reflexos políticos, já que a esposa dele, Eva Curió, segue firme numa pré-campanha para deputada estadual.

A lista de empresas investigadas parece chamada de bingo, e o rombo apontado chega a R$ 56 milhões. Por enquanto, a Justiça bloqueou R$ 9,4 milhões das contas dos investigados, só pra ver se a sangria dá uma trégua.

No fim, Djalma, o nome da operação diz tudo. Tântalo: aquele condenado a ver água e comida sem nunca alcançar. Aqui, o dinheiro público até passa, mas o benefício pra população continua sempre ali, perto… e fora de alcance.

Tu lerias isso, balançarias a cabeça e soltarias: “Rapaz, no Maranhão até a mitologia se repete”.

A saudade é muita por aqui!

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