
Meu querido Djalma,
Meu pretinho, deixa eu puxar uma cadeira aqui — porque hoje a prosa é séria e dói no peito.
Pois é, amor… o nosso amigo Jersan Araújo partiu também. Fez a travessia e já deve tá chegando aí nesse teu plano de luz onde tu mora agora. Imagino que, quando tu souber, vai abrir aquele sorriso largo e dizer: “meu parente, tu por aqui, cabra?” — do jeitinho que vocês dois brincavam um com o outro.
E olha, Djalma… não tem como falar de Jerson sem lembrar das aventuras de vocês. Aquele tempo que trabalharam juntos, rindo mais do que trabalhando, porque vocês dois, quando se juntavam, era resenha garantida. E as noites? As noites em que vocês bebiam pra jogar conversa fora, falar das dores da vida e também das besteiras que só vocês entendiam. Era amizade da boa, daquelas que não se fabrica mais.
E como esquecer — meu Deus do céu — o porre histórico que vocês tomaram em 2022? Eu lembro direitinho porque tu era o mais alegre de todos. Vocês riam, se abraçavam, se lembravam dos velhos tempos e inventavam planos que nunca davam em nada, mas que eram lindos só de sonhar.
Djalma, dá uma dor danada saber que ambos agora tão aí em cima, longe dos nossos olhos… mas ao mesmo tempo, dá um conforto imaginar vocês se reencontrando. Tu abrindo os braços, Jerson jogando aquela risada que ecoava longe, e os dois sentando pra continuar a mesma prosa que deixaram inacabada aqui.
Cuida dele, viu? E deixem um pouquinho dessa luz de vocês cair sobre nós aqui embaixo.
A saudade só cresce, mas o amor também.

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