Entre dinastias políticas e crises no transporte, o Maranhão vive novo capítulo de velhas disputas — e o povo continua no papel de figurante!


Djalma, meu amor,

A política maranhense tá fervendo, meu pretinho. De uns tempos pra cá virou quase rotina esse negócio de passar o bastão de um membro da família para outro da própria família, como se fosse a coisa mais natural do mundo. E pra completar a cena, adivinha quem apareceu pra defender o governador Carlos Brandão (sem partido) nessa conversa sobre a sucessão de 2026? Nada menos que o senador Weverton Rocha (PDT) — o mesmo que foi deixado de lado por Flávio Dino na última eleição pra governador.

Pois é. Lá pras bandas de Barreirinhas, Weverton bradou que é uma hipocrisia sem tamanho esse povo que critica Brandão por querer fazer do sobrinho, Orleans Brandão (MDB), seu sucessor. E pra reforçar o discurso ele ainda puxou exemplos de peso: Jader Barbalho passando o capital político pro filho Helder Barbalho, e Eduardo Campos, cujo filho João Campos hoje é apontado como um dos melhores prefeitos que Recife já teve.

E pra fechar o pacote, Weverton ainda soltou aquela máxima: filho de peixinho é peixão — e que a política brasileira sempre funcionou assim, goste a gente ou não.

Mas tu sabes, Djalma, que aqui no Maranhão nada é simples. É curioso ver justamente o Weverton defendendo Brandão. Quem diria, hein? O mesmo que já foi deixado de lado no passado agora aparece como uma voz ponderada… ou estrategista demais, vai saber. Política é desse jeito: hoje é adversário, amanhã é aliado de ocasião.

Enquanto isso, o povo segue esperando melhorias reais, e a dança das cadeiras continua, cada um defendendo seu feudo, sua dinastia, seu espacinho no mapa de poder. E nós aqui, observando e tentando adivinhar se esse “filho de peixinho” vai nadar melhor que os peixes velhos — ou se tudo vai continuar exatamente como sempre foi.

A crise no transporte público em São Luís

Ah, nem te conto, Djalma. A crise no transporte resolveu brilhar de novo — aliás, duas vezes só em 2025. Duas paralisações num único ano. Mas brilhar como solução? Nada. Brilhou foi como incêndio mesmo, queimando a paciência de quem depende dos ônibus.

E o Braide, tu sabes como ele é: não gosta de ser peitado. Aí veio com a ideia de fazer parceria com carros de aplicativo pra tentar aliviar o sofrimento do povo. Bonito no discurso, até parece moderno… mas, convenhamos, ele esquece um detalhe básico: mais de 500 mil passageiros por dia dependem do transporte coletivo em São Luís. Não existe aplicativo que dê conta desse mundaréu de gente, meu amor . É enxugar gelo.

E essa novela, tu bem sabes, é velha. Velhíssima. E tá longe de chegar nos créditos finais. É briga de cachorro grande: prefeitura de um lado, SET do outro, e o povo — como sempre — no meio do fogo cruzado, levando mordida sem ter culpa de nada.

Saudade de debater isso contigo. E já até imagino tua resposta:
“No Maranhão, minha querida, nada muda — só muda de dono.”

E olha… não é que tu tinhas razão?

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